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Artigo: Indicadores PIB, Vacina, Controles de Gastos o que é mais importante para retomada do Crescimento Econômico?

Estão sendo divulgados vários indicadores e previsões que como deve ser o comportamento da economia brasileira em 2021, além disso, muito se discute qual movimento deve ser concretizado primeiro para que o caminho da retomada econômica seja efetivo e sustentável?

Para identificar alternativas que possam responder a essa pergunta, é necessário antes analisar outras questões que impactam de forma significativa a fundamentação de uma resposta como:

– As propostas da equipe econômica, encaminhadas ao congresso serão efetivamente analisadas e aprovadas dentro do primeiro semestre?

– O Brasil vai apresentar estabilidade política que possibilite identificar consenso de ideias entre os poderes executivo e legislativo?

– O governo vai implantar medidas que possibilite desburocratizar investimentos diretos e implantar medidas que incentive práticas comerciais, principalmente as destinadas a fluxo de comércio exterior?

– Os auxílios e incentivos sociais emergenciais serão realmente reduzidos e substituídos por programas de recuperação econômica sem grandes impactos no aumento da dívida pública?

Esses são apenas algumas das inúmeras questões que devem ser debatidas antes de criticar o desempenho do PIB ou até mesmo afirmar que a recuperação econômica deve acontecer dentro dos conceitos “V”, “U” ou “W”.

Além dessas premissas é importante considerar as sinalizações vindas do ambiente global, isto porque, o caminho para retomada da produtividade sustentável está diretamente relacionado ao crescimento da atividade econômica em todo o cenário mundial.

Por outro lado, não se pode ignorar indicadores positivos que sinalizam uma possível  retomada do crescimento no exercício de 2021, os movimentos mais significativos são:

– Ampliação da oferta de empregos e a alteração do “status” de desalento para efetiva ocupação;

– Início da recomposição dos estoques em diversos setores da economia;

– Efetivo crescimento das linhas de crédito devido ao baixo endividamento das empresas e perspectivas de retomada da atividade econômico principalmente no setor de serviços a partir do segundo trimestre do próximo ano.

Todos esses fatores não impedem que os debates fiquem concentrados na  velocidade da recuperação do crescimento da economia brasileira e comportamento da evolução das contas públicas. Mas não se pode deixar de lado a necessidade de efetivas ações para que o processo de abertura e liberalização da econômica sejam implantados no início de 2021.

O resultado do PIB no terceiro trimestre reforça a percepção de recuperação  da economia,  porque apresenta indicares importantes como retomada da demanda doméstica, com destaque para os investimentos em setores como indústria e comércio. O setor de serviços, também, apresentou indicadores positivos, mas ainda deve sofrer muita volatilidade até o final do primeiro trimestre de 2021.

A inflação é um indicador que preocupa, porque os reflexos dos aumentos “sazonais”,  causam significativo impacto no cenário de curto prazo, principalmente devido a expectativa de aumento no sistema de bandeiras tarifárias, como energia elétrica entre outros.

Já a notícia do início do processo de vacinação “em massa” em alguns países, principalmente desenvolvidos, traz a mensagem de que está próximo um acordo sobre a aprovação emergencial de uma vacina, isto representa uma efetiva redução na cautela sobre o desempenho da atividade econômica já para o início do exercício de 2021. Um efetivo processo de vacinação deve impulsionar os mercados internacionais, principalmente o doméstico, o resultado desses movimentos deve ser uma gradativa diminuição à aversão ao risco e principal alavanca para movimentar economias emergentes principalmente a brasileira.

Autor: Marcos Antonio de Andrade
marcos.andrade@portorium.net
Mais de 30 anos de experiência em bancos de Grande Porte (BBVA, Bradesco e Safra). Com atuação nas áreas de Legislação Cambial, Manualização e formalização de Operações de Comercio Exterior e Estruturação de Operações de Trade Finance. Membro da Comissão de Câmbio e Comercio Exterior da Febraban (2011) e Membro Colaborador da OAB-SP Comissão de Direito Marítimo. Auditor Internacional BASC (Business Alliance for Secure Commerce).

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